O Tio Dongo, ilustre figura que entrou para a história e que dá nome ao supermercado Clarindo da Rosa Teixeira, o "Tio Dongo", que, como grande homenagem perpetuada para a eternidade, dá nome à rua onde se localiza o SUPERMERCADO TIO DONGO, nasceu aqui mesmo neste bairro no dia 6 de março de 1888, como filho do Coronel João da Rosa Teixeira, um dos ilustres fundadores deste distrito e que possuía a famosa Fazenda da Ponte de Tábua.

A sede desta fazenda, que antes dava nome a localidade, até bem pouco tempo se encontrava a poucos metros do prédio do SUPERMERCADO TIO DONGO, na rua lateral. O terreno onde se situava a antiga fazenda foi loteado e se transformou num bairro, conhecido como Loteamento Tio Dongo. As terras desta fazenda, iam até Duas Pedras, Arraial São Geraldo e era o único local onde existia água para abastecer a sede e o povoado, que começava se formar. Tanto assim, que a Leopoldina (Estrada de Ferro Federal) fez uma espécie de acordo com o Coronel Teixeira, para também se servir da água que precisava para suas locomotivas e em troca, assumiu o compromisso de que se em algum tempo, esse precioso líquido faltasse, ela transportaria de qualquer outro lugar para suprir a fazenda.

Casado, primeiramente com Francisca de Mello Barreto Teixeira, de quem ficou viúvo para depois se unir a Adelaide de Souza Santos, Tio Dongo teve como filhos nos dois matrimônios, Maria Auxiliadora, Iolanda, Antonio Carlos e Emília. Apesar de figurar como um dos fundadores da UDN, na ocasião um ferrenho partido contrário ao governo, Clarindo, o Tio Dongo nunca ingressou na política, preferindo sim, se dedicar a outro assunto: a ecologia. Isso, porque além da preocupação com a água, ele praticamente chegava brigar, se encontrasse em suas terras ou não, alguém cortando árvores ou pondo fogo na mata. Clarindo da Rosa Teixeira, o inesquecível Tio Dongo, faleceu em 15 de junho de 1969, aos 81 anos de idade. (Texto pesquisado por: Luiz Antonio Dias)